PreviSaúde reforça saúde laboral em São João da Madeira: entrevista com Dr. Miguel Gouveia de Brito

Qual é hoje o papel da PreviSaúde em São João da Madeira e que importância tem no acompanhamento das empresas e trabalhadores do concelho?

A PreviSaúde assume-se como um parceiro estratégico das empresas de São João da Madeira na promoção do bem-estar laboral. Mais do que assegurar o cumprimento das obrigações legais, trabalhamos na prevenção, na vigilância ativa da saúde dos trabalhadores e na redução do absentismo. A nossa proximidade ao tecido empresarial local permite-nos acompanhar de forma contínua as necessidades específicas de cada setor e contribuir para o bem-estar laboral e para ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

Sendo um território com forte tradição industrial, que impacto tem essa característica nos problemas de saúde laboral que acompanham?

A forte tradição industrial do concelho, sobretudo nas áreas do calçado, metalomecânica e indústria transformadora, influencia diretamente o perfil dos problemas de saúde laboral. Observamos maior incidência de patologias músculo-esqueléticas, lesões por movimentos repetitivos, problemas posturais e exposição a ruído e poeiras industriais.

Que principais problemas de saúde laboral têm observado entre os trabalhadores da região?

Destacam-se as doenças músculo-esqueléticas, lombalgias, tendinites, síndrome do túnel cárpico, problemas auditivos associados ao ruído, bem como situações relacionadas com stress ocupacional e fadiga. Nos últimos anos, a saúde mental tem assumido maior relevância.

As empresas estão hoje mais sensibilizadas para a importância da medicina do trabalho ou ainda há quem a encare sobretudo como uma obrigação legal?

Existe uma evolução clara na sensibilização das empresas. As empresas já compreendem que investir na saúde dos colaboradores é investir na produtividade e sustentabilidade do negócio. Ainda assim, algumas organizações continuam a encarar a medicina do trabalho apenas como uma exigência legal e um custo. O nosso papel passa também por promover essa mudança de mentalidade e transmitir, às empresas, que o bem-estar laboral é fundamental para a produtividade e rentabilidade das empresas. Hoje em dia o presentismo, ou seja, o trabalhador presente mas improdutivo derivado de doença física ou psíquica é uma realidade amplamente estudada e descrita, quer a nível nacional quer internacional. 

Que consequências pode ter a ausência de um acompanhamento regular e eficaz da saúde dos trabalhadores?

A falta de acompanhamento pode levar ao agravamento de doenças profissionais, aumento do absentismo, crescimento do presentismo, diminuição da produtividade, maior rotatividade e até acidentes de trabalho. Além disso, compromete o bem-estar geral dos colaboradores e tem impacto financeiro significativo para as empresas.

A PreviSaúde disponibiliza várias especialidades, incluindo psicologia e ortopedia. Que impacto tem esta resposta integrada?

A resposta integrada permite uma abordagem multidisciplinar, assegurando acompanhamento mais completo e eficaz. A articulação entre medicina do trabalho, psicologia, fisioterapia laboral, enfermagem do trabalho, avaliação do dano e ortopedia, por exemplo, possibilitam intervenções mais rápidas e personalizadas, reduzindo tempos de recuperação e promovendo a prevenção.

Têm observado um aumento da procura por acompanhamento na área da saúde mental. Que fatores explicam essa tendência?

Sim, verificamos um crescimento significativo na procura por apoio psicológico. Fatores como maior pressão profissional, instabilidade económica, exigências de produtividade e maior consciencialização sobre saúde mental explicam esta tendência. Felizmente, o estigma associado à procura de apoio tem vindo a diminuir.

De que forma a presença da PreviSaúde no concelho melhorou a prevenção e a resposta às necessidades das empresas locais?

A nossa presença local permite respostas mais rápidas, maior proximidade e acompanhamento contínuo. Desenvolvemos ações de sensibilização, rastreios e programas de prevenção ajustados à realidade das empresas da região, contribuindo para uma cultura de saúde e segurança mais sólida.

Que impacto teve a integração no Grupo TrueClinic na capacidade de resposta da unidade?

A integração no Grupo TrueClinic reforçou significativamente a nossa capacidade técnica e organizacional. Permitiu acesso a mais recursos, partilha de conhecimento, melhoria de processos e ampliação da oferta de serviços, mantendo sempre a proximidade que nos caracteriza. Permitiu igualmente o crescimento da PreviSaúde, no sentido de ampliar o seu âmbito de atuação, estando atualmente presente em todo o país e satisfazendo as necessidades de clientes com grande dimensão nacional. Ou seja, partimos de São João da Madeira para o resto do país, tornando-nos numa empresa de dimensão nacional. 

O que distingue uma empresa que investe na saúde dos trabalhadores de outra que se limita a cumprir os requisitos mínimos legais?

A diferença está na visão estratégica. Empresas que investem verdadeiramente na saúde dos seus colaboradores registam menor absentismo, menos presentismo, maior motivação, melhor clima organizacional e maior retenção de talento. Não encaram a saúde como custo, mas como investimento.

Que papel pretende a PreviSaúde assumir no futuro da saúde ocupacional em São João da Madeira?

Pretendemos continuar a ser uma referência na área do bem-estar laboral em São João da Madeira, reforçando a aposta na prevenção, na inovação e na promoção da saúde mental. O nosso objetivo é contribuir ativamente para empresas mais competitivas e trabalhadores mais saudáveis, acompanhando a evolução do tecido empresarial local com soluções cada vez mais integradas, diferenciadoras e abrangentes. 

A PreviSaúde tem unidades clínicas próprias?

A PreviSaúde tem unidades clínicas próprias, nomeadamente, São João da Madeira (a sua sede), Porto e Lisboa, clínicas essas que estão à disposição da população em geral para vários atos clínicos, desde consultas de clínica geral, ortopedia e medicina desportiva, passando por todos os atos de enfermagem, psicologia, atestados de robustez, avaliação psicológica de condutores, atestados médicos de carta de condução, exames médicos desportivos, entre muitos outros. Ou seja, não nos limitamos a promover o bem-estar laboral, mas posicionamo-nos como uma solução clínica para as populações abrangidas pelas nossas clínicas. 

Publicado no Jornal O Regional.

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